segunda-feira, 15 de março de 2010

EU SÓ QUERO CHOCOLATE

Publicado em 16 de março de 2010
por Nutricionista Lívia Carolina Vieira.

Adorado por nove em cada dez mulheres, ele derrete na boca e nos leva à loucura. A boa notícia é que a ciência comprovou que o chocolate tipo amargo, consumido em doses moderadas, tem o efeito de saciar a fome. Isso facilita (e muito!) o resultado da dieta.
O chocolate escuro/amargo, feito do cacau puro e sem a adição das gorduras do leite contém alto teor de flavonóides, antioxidantes que reduzem os riscos das doenças cardiovasculares. Além disso, o cacau contém um teor considerável de ácido oleico, o mesmo ácido graxo monoinsaturado encontrado no azeite de oliva. Entretanto... sem exageros! Mesmo tendo "gorduras do bem", o chocolate é composto em grande parte por açúcar e gorduras, fazendo com que tenha uma alta densidade energética, não é por menos: tem cerca de 500 calorias em 100 gramas. Todos esses benefícios funcionais do chocolate amargo não se aplicam ao chocolate ao leite e nem ao chocolate branco, devido às gorduras saturadas do leite que são acrescentadas no processo de fabricação dos mesmos. Porque gostamos tanto de chocolate? A mistura "mágica" de gordura, açúcar, aroma e textura, faz com que a maioria das pessoas fique "perdidamente apaixonada" por chocolate, desencadeando o "craving" (mecanismo semelhante ao vício). Além das características sensoriais únicas que o chocolate desperta, nosso organismo tem mecanismos de auto-defesa e auto-medicação, buscando no chocolate a solução para deficiências nutricionais (falta de magnésio, por exemplo) e desequilíbrios de neurotransmissores que regulam o humor (dopamina e serotonina). A deficiência de magnésio afeta a produção de dopamina, neurotransmissor relacionado à alegria e satisfação e 100 gramas de chocolate fornecem 100 miligramas de Magnésio. O "amor incondicional" por chocolate é ainda maior entre as mulheres, nos períodos pré-menstrual e menstrual quando as oscilações hormonais são mais freqüentes. Fora tudo isso, o chocolate contém ainda metilxantinas, substâncias psicoativas que atuam como estimuladores do Sistema Nervoso Central e que induzem a um bem estar emocional geral e uma maior sensação de prazer.

Quando comer chocolate?

No café da manhã, o café acompanhado de chocolate cai bem. O calor confere mais conforto ao estômago e a sensação de saciedade se prolonga. Outra opção é como sobremesa do almoço. Já saciada, você fica feliz com um pedacinho menor. Vai deixar o chocolate para o lanche da tarde? Combine-o com um outro alimento fonte de gordura boa (amêndoas, castanhas) ou de fibras (fruta - damasco, banana, morango). A parceria é importante para reduzir o índice glicêmico. Cacau em pó, sem açúcar e orgânico, também é uma boa opção. Polvilhe-o sobre uma banana assada. A fruta aquecida libera mais triptofano e o chocolate potencializa ainda mais sua ação.
E lembre-se: a porção diária não deve ultrapassar 30 gramas (uma barra pequena), dê preferência para o chocolate amargo, se não gosta do sabor prefira os que tenha um toque de laranja ou menta, pelo menos até se acostumar com o sabor.

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